Pequenos Escritores

        Aqui faremos a divulgação  dos "livros" /textos produzidos pelos alunos como resultado de vários desafios! Aqueles que quiserem ver os seus trabalhos divulgados nesta página, devem entregá-los na Biblioteca.

 

«Memórias de um livro abandonado»

 

  Eu sou um livro um livro! Estou aqui para vos contar a minha história, a história da minha vida. Na minha vida aprendi uma lição muito importante que no fim vou revelar, mas por agora conto-vos a minha história.

  Nasci num sítio muito colorido cheio de capas, folhas pautadas, livros coloridos ... Eles chamavam-lhe tipografia, eu sempre achei aquele nome estranho, mas os meus amigos diziam que era um nome muito normal. Quando era pequeno todos gozavam comigo, pois era um livro de “ gestão de dinheiro ” e tinha o sonho de ter donos ricos. Os meus únicos amigos eram o Fred, que era um livro para bebés e o Quico, que era uma enciclopédia. Eles também eram gozados pois achavam o Fred muito infantil e o Quico muito gordo, por ser uma enciclopédia. Eu fui crescendo e fui para um armazém onde viviam os livros que ainda iriam ser vendidos na internet.

  Certo diabos a minha vez de ser vendido e fui para casa de um dono de uma empresa extremamente rico. Eu vivia num escritório espetacular : tinha um candeeiro lindíssimo, uma cadeira bordada a fios de ouro, um armário antigo já herdado pelos antepassados do meu dono... O meu dono levava- me para todo o lado. Costumavam tratá-lo por Sr. Cordeiro e ele estava sempre a viajar, pois tinha imensas reuniões: uma no Dubai outra em Angola. Andava sempre de um lado para o outro,de um lado para o outro. Numa dessas reuniões o Sr. Cordeiro, meu dono, levou a sua filha com ele. Ele chamou a limusine e lá foi. A filha tinha a mala do pai mesmo à beira dela então, como era pequena, decidiu mexer. Mexericou, mexericou ... até que pegou em mim, abriu-me pegou num lápis e começou a fazer desenhos, até que o pai reparou e mandou-a parar. Depois quando viu todas as minhas páginas coloridas atirou-me bruscamente para o lixo e foi mandar encomendar um novo livro de gestão de dinheiros.

  Quando os senhores do lixo passaram levaram-me para um sítio fedorento é feio. Eu estava rodeado de lixeira e papel velho. Eu tinha saudades de ser apreciado pelo meu dono, das memórias da minha infância na tipografia. Estava só, e a  partir dali nunca mais quis ser rico, nunca!!!

 Carolina Sousa, 4ºB

 

 

Eu ainda me lembro dos meus tempos passados com a vida livre e muito boa. Então vou contá-la.

Num dia de inverno, vi uma pessoa entrar na livraria onde eu estava. Ela pediu ao vendedor para me levar para casa, onde me ia ler.

Eu era um livro novo e saudável, por isso é que a senhora me levou para a sua casa, onde havia uma biblioteca cheia dos meus irmãos gémeos que me disseram:

- Esta senhora é fantástica! Limpa-nos sempre ás sextas-feiras! - disse o irmão mais antigo.

Eu desconfiei disso, mas nada havia a fazer.

Fui ficando na prateleira, até que, vi o meu irmão a ser lavado com muita ternura e carinho, era espetacular a lavagem daquela senhora.

Fiquei à espera do próximo dia quando a senhora me ia ler, fiquei preocupado com aquela senhora, não sabia se ela iria gostar de mim. Ao ver que não gostou, pôs-me na prateleira dos não gostados. Fiquei lá abandonado todos estes anos, desde os vinte e cinco até aos oitenta.

E agora, estou à espera de ser relido e gostado. Espero um dia voltar a ser lido com carinho e ternura de outra pessoa.

 

Pedro Pádua Rodrigues

  nº22  4ºB

 
 

 

   Eu sou um livro que começou a sua vida numa editora e passou para uma loja. Lá passei uns tempos, conheci livros de matemática, de português, mas nunca conheci ninguém como eu, um livro de contos.

 Um dia passou por lá um bibliotecário que perguntou ao vendedor: “Tem algum livro de contos?”. O vendedor pensou uns instantes e depois apontou para mim. Começaram a registar-me e a pagar. Por momentos fiquei assustado, mas isso foi só até chegar a uma alta estante da biblioteca de Fafe.

   Foi lá que passei grande parte da minha vida, às vezes, requisitavam -me, outras vezes ficava lá guardado na estante.

   Certo dia, apareceu um rapaz mas, um rapaz mau! Olhou para mim com aquela expressão de ignorância e disse: “Que livro para bebés!!!”. E, dizendo isto, pegou em mim, rasgou-me uma página e atirou-me para o lixo sem piedade.

   Fiquei triste, solitário e, pela primeira vez, senti-me só num abismo escuro.

   E esta é a minha história. Bem, foi bom ser apreciado por alguns meninos mas este fim estava -me destinado.

 

João Pedro Guimarães

 4ºB

 

 

        Eu sou um livro. Vivia feliz com o meu dono e um dia fui assaltado e eles levaram-me. Fui abandonado à beira de um caixote do lixo numa poça de água da chuva com imensa gente a fazer barulho. Estava um dia de trovoada. E eu ali continuava com as folhas a cair em cima de mim. Ouvi um barulho e, de repente, salta outro livro para a minha beira e um homem começa a deitar mais lixo para dentro do caixote do lixo e eu começo a falar com o outro livro.

        Um menino vem ter comigo e sou levado para a casa dele e fiquei com uma vida feliz.

       João Nuno Azevedo Abreu, 4º B

 
 
 

  Eu sou um livro abandonado. A minha vida é só, a minha dona abandonou-me porque achava que eu já não era para a sua idade. Ela, quando era pequena, adorava-me ler várias e várias vezes.

Eu sou um livro de aventura, ela gostava de mim porque era aventureira, achava que era fantástico  e adorava os meus desenhos. De noite, todos os dias, a sua mãe lia-me sempre e ela adormecia logo. Até que ela oi crescendo e pensou que eu era para bebés e deu-me à sua prima e também se ela ficasse  comigo os seus amigos iam gozar com ela e por isso, ela decidiu dar-lhe porque para ela eu era o seu livro preferido.

   Os seus dias eram tristes, sem nem se quer saber saltar à corda que era uma das coisas que ela gostava de fazer! A sua prima sabia que ela me adorava porque todos os dias ela vinha feliz e agora triste com um ar de alguém que foi ao camião do lixo, por isso, a sua prima decidiu que eu iria ficar com ela e assim foi. A menina chegou e viu-me com a sua prima e ela(a prima) foi falar com a minha antiga dona e assim aproveitava e dava-me à minha dona e lá falou ela e falou até que ela se convenceu e não quis saber do que os outros lhe diziam.

   No seguinte dia, a minha dona começou a ler-me e a recordar os velhos tempos e os colegas não a gozavam, pelo contrário adoravam-na.

 

Maria João Rios- 4.ºB

 
 

     Eu sou um livro muito aventureiro por isso chamo-me “As aventuras de Max”. Vivia num quarto de um pequeno rapazito ele também se chamava Max, por isso mesmo é que pediu à mãe para me comprar.

      O Max todos os dias, mas mesmo todos os dias levava-me para a escola e guardava-me no cacifo, só nos intervalos é que brincava comigo. Mas ele cresceu e mudou de escola e no dia anterior de mudar de escola esqueceu-se de mim no cacifo e nunca mais se lembrou.

         Agora eu estou aqui ainda sozinho, sem ninguém para me ler e cuidar de mim, espero que alguém me encontre em breve. Este cacifo já não tem dono, mas espero que alguém venha e espreite, senão como é que eu vou viver aqui isolado? A minha sorte é que tenho dois grandes amigos o Tomás e o Quico que ele também se esqueceu e que me fazem sempre companhia.                    Maria Eduarda Teixeira Carvalho                           

 
 
 

 

Eu, agora, sou um livro abandonado, mas nem sempre fui. Eu nasci numa editora, Areal Editora, passei por uma tipografia e fui mandado para uma livraria junto dos meus irmãos gémeos. Nascemos sete irmãos livros, mas depois separámo-nos, quando fomos vendidos e fiquei só eu na livraria, sem companhia, quase um ano, até ser comprado por um menino muito bom, chamado João Ratão… que um dia me abandonou.

            Mas ainda antes dessa maldade toda, ainda há muita coisa para contar…

… Quando fui comprado por esse menino, fui para a casa dele. Ele era um menino rico, que morava numa casa muito boa. Era também um desorganizado. Tinha uns quinhentos livros numa só estante. Gostava muito de ler e eu também adorava ser lido. Eu para ele era muito importante, por isso fiquei sozinho numa estante. Gostava de ser um livro importante para o meu dono, mas estava só, sem companhia, a minha “família” deste dono estava separada de mim, como aconteceu aos meus irmãos.

Um dia o menino mudou-se para outra casa, mas não foi aqui que ele me abandonou, foi mais tarde. Quando chegou a casa, arrumou os livros nas estantes, mas agora não me separou da minha “família”. Arrumou-me na mesma estante da minha “família”.

Esse menino mais tarde comprou uma casa (os pais), afastada, para passar férias, na Serra da Estrela. Uma vez esse menino foi de férias, mas deixou-me cá, por esquecimento. Eu tinha caído para trás da estante, e ele não me viu. Aos outros, levava-os todas as férias, para a sua casa na Serra da Estrela, e a mim também. Mas nessas férias não me levou.

Nessas férias houve um acidente e ele morreu com a sua família, não voltou à sua casa. Eu nunca mais soube dele.

Acabei por ser encontrado. Passei uns tempos muito tristes, abandonado.

 

Diogo Silva 4.º B

 

          Eu sou o livro “Uma aventura no ano 1997” nesse ano eu era mesmo muito lido por crianças e adultos. Era o livro mais famoso, mas os anos foram passando e também criaram novos livros e eu acabei por ir para a lixeira. Muito triste eu sentia-me abandonado, só porque existem novos livros, eu sou excluído, que maldade!!!

         Os dias iam passando e eu cada vez mais triste. Até que um senhor já muito velho passou por lá e quase tropeçava em mim. Só não tropeçou, porque reparou que tinha os cordões desapertados e ao baixar-se reparou num livro já muito velho que dizia que era do ano 1997 (que era, quando ele tinha para aí 9 anos pois esse livro era eu). Ele ficou com tanta curiosidade que pegou em mim e levou-me para sua casa.

Quando chegou à sua casa sentou-se no sofá e começou a ler-me! Eu fiquei tão contente como o senhor ficou! Ter um livro do século XX e ainda por cima grátis? Adorou. E ainda mais: começou a ler-me e não conseguia parar. Quando acabou foi mostrar a toda a gente do bairro já muito velho e os velhinhos adoraram e pediram que ele o emprestasse. E eu quando ouvi isso estava com uma emoção tremenda que não conseguia parar de pensar o quanto seria famoso outra vez na vida.

Passava a vida a passar de mão em mão até que toda a gente já me tinha lido e eu fui guardado numa prateleira cheia de livros velhos e comecei a ficar outra vez triste e completamente abandonado.

 

 Ana Luísa Costa 4ºB nº2 

 

Eu sou o livro mágico mas, infelizmente fui abandonado por uma menina. Mas calma, eu ainda tenho as minhas memórias e vou contar algumas. Eu era o livro mágico da Lara que adorava ler. A Lara gostava de todos os tipos de histórias, de princesas e princípes, reis e rainhas, cavaleiros, animais e muito mais. Sempre que ela pensava em alguma história de qualquer tipo, ela abria­me e lá estava a história mesmo que não a tivesse ela aparecia e levava­a a adormecer e a ter uns belos e magníficos sonhos encantadores. Mas um dia ela tornou­se adolescente e já não lia muito porque só queria saber das amigas e da televisão e dessas coisas. Quando ela fez 16 anos os pais deram­lhe um telemóvel muito caro que ela já andava a pedir há meses. Então ela ficou agarrada às tecnologias. Acordava ía para o computador, à tarde telemóvel e de noite televisão. Eu fiquei muito triste porque ela já não gostava de ler nem de escrever nem de pintar. Mas quando a Lara foi para a universidade a sua mãe pôs­me dentro da mala dela junto das roupas, da maquilhagem e das suas tecnologias mais preciosas que tinha no seu quarto. A Lara quando chegou à universidade arrumou as suas coisas. Lara ficou um pouco aborrecida porque já tinha arrumado tudo, as suas tecnologias estavam a carregar menos o seu telemóvel, mas ela já tinha passado a viagem toda a teclar o telemóvel e já tinha ganho calos e umas dores nos seus dedos. De repente ela tropeçou na sua mala e viu­me no chão. Logo de seguida ela teve uma visão dos momentos que tinha tido comigo e como depois de ler uma história minha ela adormecia. Então decidiu abrir­me: ela esfregou os seus lindos e grandes olhos verdes e viu a mais bela história com as mais belas imagens e a Lara ficou encantada e guardou­me no seu coração. Eu posso ter sido abandonado mas continuo a ser muito feliz no coração de Lara.

 Matilde Dias de Lima 4.º B

 

 

 

Eu sou o livro “Fadas e Príncipes” e sou muito velho, por isso, tive uma vida grande, mas não pensem que foi fácil, porque não foi. Agora estou abandonado e esta história explica como eu acabei assim.

Eu era um livro jovem que vivia na biblioteca e era muito lido por crianças, não por adultos, porque, afinal, era e sou um livro de conto de fadas.

Um dia, uma menina chamada Maria chegou à biblioteca e requisitou-me. Sentou-se numa mesa a ler-me, mas com um ar diferente dos outros: sorriso grande e olhos bem abertos, como nunca tinha viso. Além de ter sido a única vez que tinha visto a Maria, para mim isto já era uma grande amizade.

Quando a Maria me acabou de ler, foi à biblioteca, e disse-me, antes de irmos, que não ia ser o fim. No início, eu pensei que ela me ia devolver e que de vez em quando me ia visitar, mas quando chegamos lá, percebi logo o que ela ia fazer de verdade: comprar-me, era isso que ela ia fazer e fez!

Nesse momento fiquei tão feliz que só me apeteceu chorar de alegria!

Quando cheguei a casa, a Maria colocou-me num armário novinho em folha que eu adorei!

Dez anos mais tarde, a Maria tornou-se adulta, e ficou sem idade para me ler. Eu aí é que fiquei velho.

Foi aí que a Maria me deitou à rua, como se eu fosse um lenço de papel usado.

Enfim… foi assim que eu fiquei abandonado e triste.

 

Leonor- 4.ºB

 
 

 

  Poema selecionado para o Concurso "Faça lá um poema"   

1º ciclo

 

  A POESIA

A Poesia é aventura

Para toda a gente

A poesia é ternura

E pode ser ardente

 

Com toda a poesia

E toda a harmonia

Forma-se melodia

Neste grande dia

 

A poesia é um sentimento

E também uma alegria

Para adorar cada momento

Cada momento do dia

 

A poesia tem sentimentos

Como a eterna paixão

A paixão não é tormento

Para o meu coração

 

A Poesia e a Tristeza

Não formam a Natureza

Mesmo com grandeza

A combinação não é portuguesa

 

A Poesia tem sempre vida

Uma vida infinita

Tão, mas tão bonita

Que ninguém critica.

   Afonso Ribeiro,nº1, 4ºB

        Concurso Literário Feira do Livro de Braga

           Texto vencedor (1º prémio) da autoria da aluna Maria Miguel Martins do 4ºB

 

Uma floresta criativa

 

Era uma vez uma menina chamada Aurora que não gostava nada de ler.

No aniversário dela, quando lhe davam o embrulho para as mãos e a menina curiosa por saber o que este escondia debaixo de tanta fita, apanhava sempre uma desilusão e dizia assim:

-AH! Que bom, por acaso nunca li este livro. Deve ser muito interessante, estou ansiosa por lê- lo.

 E, sem ninguém ver, ia arrumá-lo num canto e nunca mais pegava nele.

Certo dia, quando se fartou de vez de ver aqueles livros empoleirados na prateleira, decidiu arranjar um local bem longe de sua casa, onde nunca mais pudesse ver aquelas criaturas feitas de papel, de letras, de frases, enfim.

Quando ouviu falar de uma floresta assombrada, pensou que aí torturassem aqueles malditos livros, que viesse uma bruxa, pegasse neles e os pusesse no caldeirão... E de repente…PUFF! Transformavam-se em morcegos.

Preparou tudo, pôs os livros numa sacola e pegou na bicicleta.

Pedalou, pedalou, peladou…UFF! Chegou à floresta. Mas uma coisa é certa, aquela floresta não parecia assombrada, pelo contrário parecia encantada.

- Parece que me enganei no caminho! Será? Vou ver aqui ao papel. OH! Virei para a direita e a floresta assombrada era para a esquerda. Que pena eu ter dificuldade de lateralidade. Não importa desde que estejam longe de mim. Pousou os livros no chão e foi -se embora toda contente.

Repentinamente, veio uma rajada de vento tão forte que levou os livros todos pelo ar e só um escapou. Esse livro chamava-se “CONTOS DE ENCANTAR”.  

No dia seguinte estava por lá a passar o Duende Pimpão que tropeçou em alguma coisa. Olhou para baixo e viu o livro, pegou nele e levou-o consigo. Quando ia para casa passou pela aldeia das tílias e uma tília atrevida e curiosa perguntou-lhe:

- O que trazes aí, Duende Pimpão?

-Eu trago aqui um livro, mais um para acrescentar às minhas prateleiras!-disse Pimpão muito excitado.

-Mas o que é um livro? Interrogou a Tília!

-Eu, há algum tempo, tirei um curso de professor, vou tentar explicar-te. Ora bem um livro é um amigo com quem podes falar, contar segredos pois ele não te desilude, “um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive, não tendo a ação em si mesmo move os ânimos e causa grandes efeitos.”

-Agora estou a perceber melhor, mas parece que ainda não aprendi tudo! - Afirmou a Tília…

-Deixa cá ver se me ocorre mais alguma coisa. MHMHM…Um livro é um mistério que se pode desvendar se o abrirmos logo vamos notar. Um livro tem perguntas e respostas, um livro pode ser de “aventura”, de “polícias e ladrões”, “romântico” ou até mesmo de “humor”.

-OHHHHHH, estou maravilhada despertaste- me para a magia dos livros. Onde os posso encontrar? Desculpa a minha ignorância, mas estou mesmo fascinada. Ó Pimpão, acho que estou com tantas dúvidas e tantas perguntas para te fazer, não me queres ler uma história?

Pimpão encostou – se ao tronco daquela Tília e tudo começou! Abriu o livro sentiu -se uma brisa, tudo parou à sua volta, borboletas, passarinhos, esquilos, e o mais belo foi ter aparecido a Aurora. Pimpão ficou emocionado e também um pouco assustado com a presença da menina, mas logo percebeu como estava a conseguir reunir toda a floresta, porque o que ele mais gostava, era de contar histórias para uma grande plateia. A expressividade como o Duende Pimpão contava as histórias fazia- as ficar ainda mais belas. No fim de tantas horas de conto ouviu se um grande estrondo! “Mas o que seria?”

Para grande admiração de todos, claro foi obra do livro. Ele ficou muito grato a todos principalmente ao Duende Pimpão por ter mostrado aos outros o seu valor e a sua importância.

Aurora aprendeu uma grande lição

O Duende Pimpão curioso por saber o que fazia ali aquela linda menina perguntou:

-O que fazes aqui?

-Quem eu?-disse a Aurora muito confusa e envergonhada.

-Aproxima-te, não tenhas medo, ninguém te vai fazer mal.

Aurora aproximou-se lamentando:

-Eu procuro os livros que perdi aqui. Fiz uma grande tolice, abandonei os meus livros nesta floresta e queria recuperá-los.

-Ou melhor, recuperá-lo pois os outros livros foram com o vento.- Suspirou o livro muito desanimado ao falar daquela tragédia.

Aurora arrependida implorou ao Duende Pimpão, mas pensou melhor e….

-Vem comigo. – Pediu Pimpão à Aurora.

A garota seguiu-o. Andaram cerca de cinco minutos até à casa do Duende. Entraram e o Pimpão convidou-a para um lanche, Aurora aceitou.

Passado algum tempo o Duende não resistiu em mostrar a sua biblioteca. Lá havia livros e livros e mais livros, a menina nunca tinha visto algo mais maravilhoso. Os livros andavam por lá a esvoaçar. Aquilo era uma biblioteca mágica!

Foi aí que Aurora pensou, e muito bem, que o livro ficaria em boas mãos naquela biblioteca:

-Ó Duende Pimpão, o meu livro pode ficar aqui? É que eu acho que não vou tratá-lo tão bem como tu o tratas.

- Claro! Aqui todos os livros são bem-vindos e valorizados.

-Ótimo! Então o meu fica aqui hospedado durante uma temporada, a ver se eu aprendo a tratar melhor os livros.- Disse a Aurora.

O Duende Pimpão também convocou a menina para ser sócia dele e o ajudar em algumas tarefas da biblioteca e ela podia vir quando quisesse, consultar um livro.

 A partir daí Aurora começou a ganhar ritmo para a leitura e pela escrita. Ganhou vários prémios literários.

Passaram-se anos e Aurora transformou-se numa famosa e conhecida escritora para crianças.

Nas apresentações de livros usava muito esta frase para dar o exemplo e inspirar os meninos que não gostavam de ler:

A Aurora que não gostava de ler

E um dia o Duende Pimpão

A fez aprender

Com uma grande lição

E muita imaginação.”

                                                        Maria Miguel

 

A Banda Marinha

     No fundo do mar havia um Reino longínquo onde os animais marinhos andavam sempre tristes. Caminhavam por ali a pensar no que seria a música. Mas certo dia, os animais reuniram-se e decidiram que a partir daquele momento todos teriam de tocar um instrumento, quer fosse inventado ou normal. As estrelas-do-mar tocavam cítara, os caranguejos batuta, a piranha tocava recorreco, o ouriço-do-mar tambor, os tubarões tocavam flauta marinha, as sereias búzios, os peixes tocam violino marítimo, as tartarugas tocavam conchas, o polvo harpa de algas e a raia pífaro. Os golfinhos tocavam piano, maracas e xilofone. O maestro então disse:

    - Querem formar uma Banda?

    - Sim, sim! Mas que ótima ideia! – Disse a raia que era muito participativa.

    - Concordo contigo amiga raia! – Diz a piranha toda contente.

    O ouriço fez uma boa questão:

    - E como é que vamos fazer os instrumentos?

    - Claro, com a nossa imaginação! – Dizem os golfinhos todos animados.

   Então começaram já a preparar os instrumentos e no dia seguinte todos estavam prontinhos para serem estriados pelos seus respetivos animais.

    Começaram todos a tocar ao mesmo tempo, mas, que algazarra! Nada, mas mesmo nada estava a dar certo.

    - Ai, mas que desafinados que vocês estão! - Diz o maestro todo aflito e todo baralhado. - Amigos, a música é feita de harmonia e de sons maravilhosos e suaves e tem que ser tocada com grande sentimento, alegria e vontade, por isso vamos ouvir as minhas explicações de banda com muita atenção:

     1.Estar com atenção ao maestro;

     2.Saber tocar ao mesmo tempo;

     3.Saber tocar uma música;                           

     4.Saber ler uma partitura…

Maria Miguel Martins e Maria João Pimenta, 3º B

(Conto escrito a pedido da professora bibliotecária, no âmbito da Semana da Leitura que tinha como temática "O MAR")

 

 

O Livro das Cores

      O Livro Negro das Cores, de Menena Cottin e Rosana Faría é um livro muito interessante e bonito para se trabalhar com crianças pois desperta-as para o mundo e diferenças que as rodeiam. Foi este livro que este na base do trabalho desenvolvido com os meninos do 1ºA, alunos da professora Lígia Costa, pelas estagiárias Maria e Joana no âmbito da disciplina de Projetos Interdisciplinares de Investigação e Ação Pedagógica II. Este trabalho tinha como objetivo a sensibilização para as diferenças no âmbito da educação especial e, mais propriamente, as deficiências invisuais. O resultado do trabalho apresenta-se aqui em formato ebook. Parabéns a todos!